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domingo, 29 de dezembro de 2019

Shonen Jump - Prévia das Capas (Janeiro de 2020)

Confira abaixo as capas dos volumes de algumas séries da Weekly Shonen Jump com lançamento para 4 de Janeiro de 2020. Confira as imagens das capas abaixo (no sentido da esquerda para direita):

Haikyuu!! 41
Black Clover 23
Yakusoku no Neverland 17
Bokutachi wa Benkyou ga Dekinai 15
Boruto: Naruto Next Generations 10
Jujutsu Kaisen 9
Jujutsu Kaisen 8
Chainsaw-man 5
Samurai 8: Hachimaruden 3
Futari no Taisei 3
Beast Children 3
Tokyo Shinobi Squad 3







Confira também a programação de lançamentos para os meses de Fevereiro e Março:

Fevereiro: Yuragi-sou no Yuuna-san 20, Kimetsu no Yaiba 19, Dr. Stone 14, Act-Age 10, Kamio Yui wa Kami wo Yui 4, Yozakura-san Chi no Dai Sakusen 1 e Mitama Secu-Rei-ty 1.

Março: Haikyuu!! 42, Boku no Hero Academia 26, Yakusoku no Neverland 18, Chainsaw-man 6, Samurai 8: Hachimaruden 5 e Mitama Secu-Rei-ty 2.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Shonen Jump - Prévia das Capas (Outubro de 2019)

Confira abaixo as capas dos volumes de algumas séries da Weekly Shonen Jump com lançamento para o mês de Outubro. O lançamento dos volumes acontecerá em 4 de Outubro de 2019 no Japão. Confira as imagens abaixo (no sentido da esquerda para direita):

One Piece 94
Shokugeki no Souma 36
Hinomaru Zumou 27
Black Clover 22
Yuragi-sou no Yuuna-san 18
Kimetsu no Yaiba 17
Yakusoku no Neverland 16
Boruto: Naruto Next Generations 9
Jujutsu Kaisen 7
Jimoto ga Japan 4
Chainsaw-man 4
Samurai 8: Hachimaruden 2
Samurai 8: Hachimaruden 1








Confira também a programação de lançamentos para os meses de Novembro e Dezembro:

Novembro: Haikyuu!! 40, Bokutachi wa Benkyou ga Dekinai 14, Dr. Stone 13, Saigo no Saiyuuki 3, Futari no Taisei 2, Beast Children 2 e Tokyo Shinobi Squad 2.

Dezembro: Hinomaru Zumou 28, Boku no Hero Academia 25, Yuragi-sou no Yuuna-san 19, Kimetsu no Yaiba 18, Act-Age 9 e Kamio Yui wa Kami wo Yui 3.

sábado, 28 de setembro de 2019

Confira as Capas de Boruto Volume 9 e Samurai 8 Volumes 1 e 2

Confira a capa do nono volume do mangá "Boruto: Naruto Next Generations". A arte da capa traz os personagens Uzumaki Boruto e Kawaki. O volume recebe o título de "Depende de Você" e será lançado em 4 de Outubro no Japão e terá 176 páginas, compilando os capítulos 34 ao 38.


Confira também as capas do primeiro e segundo volumes do mangá "Samurai 8: O Conto de Hachimaru". Ambos os volumes serão lançados em 4 de Outubro de 2019 com 200 páginas cada. O primeiro volume recebe o título de "A Primeira Chave", enquanto que o segundo recebe o nome de "Por Quem e Qual Motivo".


sexta-feira, 16 de agosto de 2019

WSJ #38 - Samurai 8 Ganhará Omake na Jump GIGA

Fonte: organicdinosaur

A revista semanal Weekly Shonen Jump, edição #38, revelou que o mangá de Masashi Kishimoto e Akira Okubo, "Samurai 8: O Conto de Hachimaru", ganhará um omake especial (história extra) junto com outras séries na revista mensal "Jump GIGA Vol. 3", com lançamento para 29 de Agosto. 

Segundo a imagem abaixo, os omake especias irão por as diversas séries em situações fora do comum. A informação é de OrganicDinosaur.

terça-feira, 23 de julho de 2019

MangaPlus - Entrevista Com Hikaru Taguchi, Editor de Samurai 8

O website MangaPlus divulgou mais uma entrevista do projeto "Entrevistando Editores da MangaPlus: Produzindo um Mangá da Jump!". Nesta terceira entrevista, o editor escolhido foi Hikaru Taguchi, editor do mangá "Samurai 8: O Conto de Hachimaru", de autoria de Masashi Kishimoto e Akira Okubo.

A primeira entrevista da série apresentou os editores do mangá "Boku no Hero Academia", Hitoshi Koike e Kengo Monji. A segunda entrevista apresentou Suguru Sugita, editor do mangá "The Promised Neverland".

MangaPlus é uma plataforma on-line de mangás da Editora Shueisha, lançado em Janeiro de 2019. Está disponível para todos os países, exceto Japão, Coreia do Sul e China. Traz conteúdos traduzidos para o inglês e, posteriormente, espanhol de mangás das revistas "Weekly Shonen Jump", "Jump Square", "Young Jump", "V Jump" e do site "Shonen Jump+".

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Projeto: Entrevistando Editores da MangaPlus

"Produzindo um Mangá da Jump!"

Volume 3

Samurai 8: O Conto de Hachimaru


Quatro anos e meio após a conclusão de "NARUTO", o silêncio foi quebrado mais uma vez com o início de uma nova série, "Samurai 8: O Conto de Hachimaru" (doravante "Samurai 8"). Uma delicada fusão de elementos japoneses e elementos de ficção científica colidem para criar uma estética samurai única, tecida pela combinação de Masashi Kishimoto e Akira Okubo. Desta vez, conversamos com o Sr. Taguchi, o editor que está apoiando os dois criadores.

O que é "Samurai 8: O Conto de Hachimaru"?

Este é um título colaborativo muito aguardado entre Masashi Kishimoto e Akira Okubo. Masashi Kishimoto é o mangaka do título de sucesso NARUTO, que possui uma circulação de mais de 250 milhões de cópias em todo o mundo, e Akira Okubo apoiou Kishimoto em NARUTO como assistente. O lançamento foi anunciado no palco do Jump Festa 2019 e o local foi varrido em entusiasmo sobre essa ação samurai de ficção científica.

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Sobre o lançamento de "Samurai 8"

Por favor, nos conte sobre o processo que levou à serialização de "Samurai 8".

Taguchi: Perto do final de NARUTO, Kishimoto-sensei estava começando a pensar sobre o que fazer a seguir, e como ele faria. Naquele momento, ele percebeu que a arte de Okubo-sensei, que havia sido assistente em NARUTO, era muito boa e ele disse a ele, em tom de brincadeira, que eles deveriam trabalhar juntos em seu próximo projeto. Então, dois ou três anos atrás, durante a serialização de BORUTO, eles começaram a planejar o projeto seriamente.

Então, os personagens e cenários já foram decididos desde o início do projeto?

Taguchi: Está certo. Várias idéias surgiram na cabeça de Kishimoto-sensei, mas ele decidiu fazer uma história sobre samurais. A partir daí, ele começou a considerar todos os tipos de ideias, como o tipo de personagem que se encaixaria nos dias de hoje, ou se ele deveria intencionalmente tentar seguir em outra direção.


Naruto Vol. 18, Capítulo 158 "Sem Perdão...!!"

Existem elementos japoneses e de ficção científica neste título. Como você tentou harmonizar os dois conceitos?

Taguchi: Se fosse estritamente um tema de ficção científica, seria uma leitura pesada. É por isso que escolhemos incorporar o conceito de samurai também, para tornar a série mais acessível aos leitores. Além disso, Kishimoto-sensei pretendia misturar os elementos japoneses e ficção científica usando o estilo suave e acessível de Okubo-sensei, em vez de procurar um visual cyberpunk mais pesado.

Houve algum motivo específico para escolher ficção científica como tema?

Taguchi: Hoje em dia, com a tecnologia CG sendo tão sofisticada como é, você pode gostar de um conteúdo de ficção científica fora do universo de mangás. É por isso que queríamos fazer desse mangá de ficção científica algo importante. Precisamos ter alguns títulos que tecam a história em uma escala muito grande, caso contrário, a própria indústria de mangá começará a encolher de importância. No entanto, não há muitos novatos que podem assumir o gênero de ficção científica. É por isso que eu gostaria de ver grandes mangakas como Kishimoto-sensei enfrentarem um desafio como este. O próprio Kishimoto-sensei também ficou impressionado com a escala da história em obras de ficção científica como "Star Wars", "Star Trek" e "Ghost in the Shell" durante sua infância. Se nós criássemos apenas histórias que acontecem em uma cidade pequena, estaríamos limitando a escala do mangá. Nós escolhemos ficção científica para criar uma história em grande escala que excitaria o público.

Para séries semanais, ficção científica é um tema difícil de lidar, não é mesmo?

Taguchi: Como usamos muitos termos técnicos, ele (o mangá) tende a se tornar de difícil entendimento para os leitores. Ficção científica tem vários níveis de dificuldade. É mais fácil entender se a história é baseada no mundo real e apresenta personagens de outro mundo. Mas neste trabalho, a cultura e o contexto histórico são completamente diferentes, e a história se desenvolve no palco do universo. Além disso, os samurais ciborgues são bem diferentes dos samurais típicos, e esses saltos de imaginação tornam o conteúdo bastante arriscado. Eu acredito que este é o desafio de Kishimoto-sensei para si mesmo, criando algo muito diferente de NARUTO, em um gênero difícil. Eu acho que ele tem o desejo de mostrar a todos no Japão e ao redor do mundo algo enorme em escala.


Então ele está determinado.

Taguchi: Ele se atreveu a assumir algo difícil e aceitou esse desafio. Para dizer a verdade, seria muito mais fácil para ele desenhar uma cenário fácil de entender, como em NARUTO, mas isso não seria um desafio para ele.


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Da conceituação, à serialização, até agora

Como Kishimoto-sensei e Okubo-sensei se comunicavam enquanto criavam o título?

Taguchi: Como eles trabalham juntos há 17 ou 18 anos, a comunicação deles é algo natural. No entanto, como os dois têm um forte apego por seus desenhos, cada um deles presta uma especial atenção aos detalhes, dizendo coisas como "Posso adicionar mais alguns elementos aqui?" Eu acho que muitas discussões acontecem além do olho do editor. Mesmo quando eles estão criando o rascunho final, eles ainda discutem sobre como desenhar as coisas. Ambos têm preferências muito fortes quando se trata de ilustrar um mangá.

Eles se comunicam um com o outro sobre os detalhes das várias máquinas e outros cenários do trabalho?

Taguchi: Acredito que eles cooperam entre si sobre o design e os cenários. Eu os ouço freqüentemente dizendo coisas como "Por que não mudamos o design disso um pouco?" Eles também colocam muita atenção nos projetos para torná-los atraentes para as crianças também.

Esse trabalho foi elaborado com algum pensamento ou emoção em particular?

Taguchi: Kishimoto-sensei considera "Samurai 8" um novo desafio. No primeiro capítulo, ele desenha um menino doentio e, no segundo e terceiro capítulos, ilustra a história de uma criança sem gênero. É difícil explicar, mas ele está se desafiando a expressar algo significativo nessa era.

Há algum ponto em particular ao qual devemos prestar atenção neste trabalho?

Taguchi: Na raiz de seu trabalho, ele quer que os leitores fiquem animados e experimentem essa emoção. O design dos ciborgues que aparecem, armaduras que enfatizam os elementos japoneses e outras representações, como companheiros animais que se transformam e se fundem, são usados para servir a esse propósito. Surpreendentemente, há uma falta desses tipos de "gadgets" nos títulos de hoje. Não seria diferente de outros mangás se os samurais apenas colocassem armaduras. Espero que os leitores sintam a emoção de todos os elementos e gadgets japoneses incorporados nos designs do Okubo-sensei.


Samurai 8, Capítulo 1 "A Primeira Chave"

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Tópicos Adicionais

Por favor, nos conte sobre suas ambições no desenvolvimento da mídia de mangás.

Taguchi: Com um nome tão grande quanto o dele, é muito raro que Masashi Kishimoto faça uma serialização. Não é comum que um mangaka como ele, que já vendeu 250 milhões de cópias em todo o mundo, ainda esteja em cena. Pode ser insensato da minha parte dizer isso, mas acho que esta é uma oportunidade valiosa, uma pedra de toque para nós. É estranho dizer, mas ele pode fazer o que quiser. Se ele fosse um novato, conseguir uma adaptação de anime em si seria algo difícil. Mas Kishimoto-sensei é uma pessoa que movimenta essa indústria simplesmente por lançar uma nova serialização, e, então, eu acho que seria legal continuar e fazer vários projetos com ele, o que seria difícil para outros. Por exemplo, o vídeo promocional que lançamos na "Jump Festa 2019", no ano passado. Se fosse sobre o trabalho de algum novato, dificilmente teria sido notado, mas esse vídeo atingiu 820.000 visualizações em todo o mundo. Ele cria ondas tão grandes na indústria, então eu sempre digo a ele para fazer o que pudermos fazer. Ao propor alguns projetos para um nome tão grande como ele, todo mundo, hesitantemente, vem até ele e diz timidamente "o que você acha disso?", não é o que eu faço. Eu digo: "Esse plano parece bom. Vamos fazer!". Eu empurro a minha ideia. Acho ótimo que estamos desenvolvendo essa mídia de maneira diferente das outras pessoas, localmente e no exterior ao mesmo tempo. E agora com a entrega mundial simultânea de mangás e tal. De qualquer forma, o mundo inteiro está esperando por seu próximo trabalho. Então, eu vou seguir em frente persuadir quem eu precisar.


Vídeo Promocional para a Jump Fest 2019

Com isso, você quer dizer que quer desenvolver uma mídia olhando para o exterior e domesticamente.

Taguchi: Bem, se pudéssemos pegar as ilustrações de Okubo-sensei e com o mesmo carinho e diversão misturá-las com todas as frentes, isso seria ótimo, mas nossas conversas não progrediram até esse ponto, então, eu realmente não posso falar especificamente sobre isso por enquanto. Pensando nisso, na verdade, essa entrevista também é um pouco cedo demais para nós. (risos)

Todos (risos)

O "Samurai 8" será um título importante para a "Weekly Shonen Jump" como um todo?

Taguchi: Eu acho que "Samurai 8" é como a faísca de uma explosão. "Jump" é uma revista onde artistas de mangá competem para sobreviver. Do ponto de vista de um novato, apenas a ideia de ter Masashi Kishimoto no mesmo espaço é diferente em termos de motivação.

É o mesmo que Eiichiro Oda-sensei (ONE PIECE) e Riichiro Inagaki-sensei (Dr. STONE), que competem entre si há muito tempo. Quando nomes tão importantes estão nas mesmas páginas da revista há tensões. Acima de tudo, a ilustração de Okubo-sensei é nada menos que surpreendente. Qualquer mangaka que esteja fazendo uma nova serialização ao mesmo tempo, provavelmente pensa: "por favor, pare! Eu não quero que minha ilustração seja comparada com a de Okubo-sensei!" (risos). A quantidade de informação presente na arte de fundo de Okubo-sensei é incrível. Eu acho que esses mesmos mangakas vão pensar: "Eu desisto. Meus projetos não podem ser comparados ao dele!". Eu acredito que é uma coisa boa para os novatos sentirem, essa forte pressão por causa desses grandes nomes, e acharem que eles têm que se esforçar mais. Voltando a série, acho que é um trabalho feito conscientemente com a intenção de aproveitar a habilidade de poder utilizar vários planos e fazer coisas que apenas os veteranos são capazes de fazer.


Samurai 8, Capítulo 2 "Um Visitante do Céu" Arquitetura da Cidade

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O Papel do Editor

O que é importante para estabelecer uma relação entre editor e mangaka?

Taguchi: Eu ainda sou jovem e preciso aprender mais, mas acho que ser direto é algo importante. Por exemplo, com novos talentos, posso ser franco com eles desde o começo. Posso falar abertamente dizendo coisas como "Você tem que continuar se esforçando. Você é mimado por todos agora porque é jovem, mas depois de 4 ou 5 anos você não será mais jovem nessa indústria!" No entanto, é difícil ser franco com um mangaká que completou uma grande série e ganhou uma reputação. O editor tende a recuar um pouco. Mas honestamente, os mangakas também estão cientes disso, e provavelmente, estão pensando "Esses caras estão mentindo" em suas mentes. Claro, existem diferentes maneiras de pensar e depende da pessoa, mas algumas pessoas adoçam seus sentimentos verdadeiros e apenas bajulam o mangaká. Eu não sou um deles. Eu falo claramente e falo com eles sobre qualquer coisa. Pode ser rude, mas eu sempre explico minhas intenções nas reuniões antes de compartilhar minhas opiniões.

Então a sua confiança é importante, não é?

Taguchi: Está certo. É importante que eles saibam que não estou mentindo. Eu tento considerar seus prazos e circunstâncias e os deixo saber de informações importantes de antemão.

Que tipo de trabalho "Samurai 8" é para você?

Taguchi: É uma bomba. Bem, a espada do protagonista literalmente explode, mas fora isso eu quero que o trabalho seja algo não convencional. Estou aberto a praticamente qualquer coisa. No início de uma nova série, até mesmo um veterano mangaka se torna cauteloso. Mas tenho a impressão de que Masashi Kishimoto é o tipo de mangaká que consegue criar um trabalho extraordinário todas as vezes. Quando eu era apenas um leitor de NARUTO, me lembrei do choque que tive quando Madara deixou cair um enorme meteorito na terra. E isso não foi o fim. Ele resmungou "o que vou fazer com o segundo..." e largou o segundo meteorito no primeiro. O maior apelo de Kishimoto-sensei é a sua confiança para fazer o que ele quer, sem hesitação. Onde outras pessoas hesitariam, ele é do tipo que segue em frente. Eu quero que ele vá a todo vapor com "Samurai 8" também. Eu gostaria que ele estimulasse a indústria, em vez de ficar quieto. Eu realmente quero que ele use seus talentos para desencadear uma explosão na indústria.


Naruto Vol. 59, Capítulo 561 "O Poder Daquele Nome"

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Questões Pessoais

O que você está fazendo recentemente?

Taguchi: Eu sou viciado em casas de banho "Super Sento". Humanos são otários por serem mimados... Eu comecei indo para a sauna, mas antes que eu soubesse, eu era um membro de ouro. Então, as saunas internas sozinhas não foram suficientes, e eu comecei a ir a uma casa de banhos de 24 horas. Agora eu recarreguei com banhos ao ar livre e refeições. Eu estou começando a me sentir como um homem velho (risos).

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Da Vinci - Confira Resumo da Entrevista de Masashi Kishimoto

Fonte: reddit


Confira abaixo um resumo da longa entrevista que Masashi Kishimoto concedeu a revista japonesa Da Vinci. A revista dá continuidade a uma entrevista feita em 2015, cerca de um ano após o término de "Naruto" (veja aqui e aqui).

A tradução para o inglês foi feita por AmaranthSparrow. Confira a tradução para o português abaixo. Para a facilitar a compreensão, o resumo da entrevista foi dividido em tópicos, mas no texto original a entrevista é ininterrupta.

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História

Se você quer ser um samurai, você deve estar preparado para "morrer".

Um samurai em uma jornada para encontrar a caixa de Pandora, e as sete chaves necessárias para abri-lá, fica cara a cara com um inimigo em um planeta misterioso. O que se segue é um mangá cinematográfico de painel lindos e cenas de luta incomparáveis. Um mecanismo que é ativado no início do primeiro capítulo e continua atraindo o leitor para dentro.

Introdução

O artigo começa com o escritor mencionando que na longa entrevista que Kishimoto concedeu na edição de Maio de 2015 da revista Da Vinci, ele disse que tinha várias ideias para a sua próxima série, mas ainda não tinha decidido sobre qual delas seria, de qualquer forma, ele apresentaria um personagem muito diferente de "Naruto", e que ele achava que iria surpreender as pessoas. Quando perguntado se Samurai 8 surgiu de alguma dessas idéias, ele confirmou que várias delas haviam envolvido samurai e ficção científica.

O primeiro mangá que ele fez para o WSJ foi de ficção científica (NT: Karakuri, publicado em 1995), por isso, ele sempre quis fazer um mangá de ficção científica, porque ele ama o gênero. Normalmente, escolher um desses dois gêneros (samurai e ficção científica) excluiria o outro, mas ele decidiu combinar os dois em algo com uma visão de mundo única entre os mangás. Ao combinar algo popular e familiar (samurai) com algo um pouco mais fantasioso (ficção científica), ele pensou que poderia matar dois coelhos com uma cajadada só.

Kishimoto e suas inspirações

Kishimoto explicou que este desejo ganancioso de ter todas as suas coisas favoritas misturadas também é representado no título da série, "Samurai 8: O Conto de Hachimaru", que é uma combinação do filme "Os Sete Samurais" do lendário diretor Akira Kurosawa, e o romance épico do Período Edo, "Nanso Satomi Hakkenden" ("Crônicas dos Oito Cães de Satomi de Nanso"), do autor Kyokutei Bakin.

Ele diz que quer combinar elementos de várias histórias samurais, como a busca por companheiros ligados pelo destino, como acontece em em "Nanso Satomi Hakkenden", que serão incorporados diretamente nessa história. O uso do número sete é devido à conexão forte e evocativa que ele tem com "Os Sete Samurais", e a razão por trás de aumentá-lo para oito é um tema importante que será explorado enquanto ele continua trabalhando na série.

Kishimoto e sua folga dos mangás

Eles mencionam que quando eles entrevistaram Kishimoto quatro anos atrás, Kishimoto brincou dizendo que, ao olhar para trás, ele não tinha a menor noção de que ele estava trabalhando em "Naruto" por um longo tempo ou por pouco tempo, mas que 15 anos é realmente muito tempo mesmo. No momento da entrevista, a série tinha terminado cerca de um ano e meio atrás, mas ele continuou com uma minissérie e filmes.

Kishimoto explica que ele passou cerca de dois anos de descanso com sua família. Ele fez algumas viagens, mas na maioria das vezes ele passava o tempo passeando no bairro com seus filhos ou brincando com eles no parque. Ele queria fazer uma pausa nos mangás por um tempo, mas brinca que fazer caminhadas aumenta o fluxo sanguíneo e torna as idéias mais fáceis. Mesmo quando ele estava trabalhando em "Naruto", ele se levantava e passeava pelo estúdio tentando conseguir ideias, então, as longas caminhadas que ele fazia pareciam uma extensão disso.

Kishimoto continua, ele diz que as idéias para  o temas "samurai" e "ficção científica", que foram armazenadas em locais separados em sua mente, começaram a se unir. Foi há dois anos que ele começou a trabalhar no lançamento de uma nova série. Em outras palavras, demorou dois anos para que a nova série começasse. No começo, ele pensou que estaria matando dois coelhos com uma cajadada só, mas quando ele começou a criar a história, os gêneros não se misturavam assim tão facilmente.

Kishimoto e a a combinação de samurai e ficção científica

A razão pela qual ele se interessou por samurais pela primeira vez foi por conta do seppuku, ele não conseguia entender por que alguém se mataria só porque o chefe mandava. Ele não podia acreditar, mas ele se interessou e começou a pesquisar e aprendeu sobre a maneira como o samurai viveu, e percebeu que suas vidas eram completamente diferentes das nossas, sempre à beira da morte. Para ele, samurai simboliza a morte. Por outro lado, a ficção científica é imortalidade. Vamos inventar um cenário onde a ciência avançou e a morte como um conceito foi perdida. O que ele está tentando fazer nesta série é misturar morte e imortalidade, que não combinam facilmente.


Kishimoto mencionou a espada como um exemplo sólido do que acontece quando você mistura samurai com ficção científica: quando você pensa em samurai, pensa em espadas. Se você estivesse desenhando um mangá samurai da maneira normal, você daria ao herói uma espada normal e ele teria o espírito samurai em seu peito. Quando você começa a adicionar ficção científica, que tipo de aparelho de ficção científica substitui a espada, e como você expressa o espírito samurai?

Ele menciona que, ao percorrer o primeiro capítulo, você pode ver as soluções que ele criou. Kishimoto continua, explicando que você pode desenhar quantas imagens quiser, mas o problema é se as imagens serão ou não pelas crianças. Os dispositivos de ficção científica levam tempo para serem explicados, por isso, ao usar ideias com as quais as pessoas estão familiarizadas, ele queria tornar as coisas o mais intuitivas possível. No final, ele decidiu que, nesta série, "chave" será uma metáfora para "samurai", e os personagens principais serão chamados "porta-chaves". Ao criar esse tipo de analogia, você começa a ter ideias interessantes para dispositivos de ficção científica, e as crianças entenderão melhor.

Kishimoto sobre as dificuldades da ficção científica

Durante a entrevista, ele mostrou os storyboards para o primeiro capítulo. Nesse capítulo, o cenário, os personagens, a história e os maneirismos são todos explicados. Apesar de serem apenas 72 páginas, eles dizem que foi como assistir a um filme de Hollywood de duas horas. Kishimoto concorda, dizendo que era o estilo que ele estava procurando. Depois de começar a trabalhar no projeto dois anos antes, ele completou o primeiro capítulo há um ano e continuou trabalhando diligentemente.

Enquanto trabalhava no storyboard do primeiro capítulo, Kishimoto se referia constantemente ao livro "Como Star Wars Conquistou o Universo", do jornalista inglês Chris Taylor. Eles dizem que "Star Wars" é a joia da coroa do gênero de ficção científica, e este é um livro que narra sua produção do início ao fim. Kishimoto continua explicando que foi um filme que mudou completamente a percepção global da ficção científica, e que é uma série extremamente popular que ainda vende bem até hoje, mas antes do primeiro filme de 1977, consegui-lo foi uma luta.

Kishimoto fala sobre como, na época, a ficção científica era vista como confusa porque os cenários eram difíceis de explicar, e na época eram todos filmes B que adultos nunca iriam ver, no entanto, George Lucas superou tudo isso. Depois de ler sobre a história da série naquele livro, ele decidiu que deveria seguir o exemplo e fazer o seu melhor também. Eles apontam que o campo de batalha de Kishimoto é Weekly Shonen Jump, no entanto, é melhor você não dizer a frase: "Começa confuso, mas me dê um tempo".

Kishimoto explica que, se você não se sair bem em pesquisas com leitores, perderá rapidamente sua chance de criar um hit. Ele diz que transformar uma história confusa de ficção científica em um mangá shonen facilmente compreensível foi incrivelmente difícil. Ele, então, acrescenta que não haverá muitas explicações científicas para os dispositivos da série no início, e que ele pretende apresentá-los como quase mágicos, inspirando-se na famosa citação de Arthur C. Clarke, "Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia". Então, depois que o leitor se acostumar com o cenário e visão de mundo, ele começará a explicar as coisas mais cientificamente e, através desse processo, espera incorporar o conflito entre religião e ciência. Ele brinca dizendo que, por enquanto, ele está tentando fazer pequenas melhorias no primeiro capítulo.

Kishimoto e seu trabalho com Okubo

Eles mencionam que esta será a primeira vez que ele criou o primeiro capítulo de uma série em 20 anos, e que foi um processo difícil e doloroso, mas desta vez ele tem um parceiro para dividir o peso, e esta é uma maneira diferente de criar um novo mangá. Desta vez, Kishimoto está encarregado dos storyboards originais, enquanto ele está deixando as ilustrações finais para Akira Okubo. Kishimoto brinca que ele queria criar um mangá recheado com suas coisas favoritas, mas ele nunca fará nada parecido com "Naruto" novamente. Foi uma escolha ele parar de desenhar sozinho, e esta é uma decisão que ele tomou há muito tempo.

Kishimoto explica que a arte de Okubo é realmente boa, e que ele começou a trabalhar com ele, como assistente, no meio de "Naruto". Ele mencionou que eles tinham uma tradição de incluir os desenhos de seus assistente nas páginas gratuitas dos tankobon (volumes), mas que as imagens de Okubo continuavam ficando cada vez melhores, e estavam realmente ficando lindas. Okubo pretendia lançar sua própria série independentemente, mas houve problemas que impediram que isso acontecesse. Como Kishimoto realmente queria ler um mangá com a arte de Okubo, e Okubo tem a habilidade de desenhar samurai e ficção científica, Kishimoto pensou que se ele mesmo fizesse os storyboards originais, isso poderia se tornar uma realidade. Além disso, ele disse que o estilo de Okubo estimulou diretamente sua imaginação.

Kishimoto continua dizendo que Okubo desenha ilustrações muito suaves e charmosas. Como a arte de Okubo sempre transmite calor, mesmo ao desenhar robôs ou dispositivos, Kishimoto sugeriu que, em vez de criar um ambiente cibernético difícil, mecânico, ele deveria procurar algo mais como os quadrinhos franceses de Moebius, ou "Nausicaä do Vale do Vento", de Hayao Miyazaki. Depois de consultar Okubo e obter uma sólida compreensão do cenário, eles começaram a compartilhar idéias para designs de personagens e assim por diante, e Kishimoto diz que enquanto assiste Okubo desenhar, sua imaginação continua se expandindo cada vez mais.

Kishimoto sobre a importância da ficção científica

É dito que a transição da criação de "Naruto", que é um mangá sobre ninjas, para criar um mangá sobre samurai, provavelmente deve ser suave tanto para o autor quanto para os leitores. No entanto, o ponto chave desta série é ser uma ficção científica. Kishimoto explica que, embora houvesse elementos do gênero samurai inseridos em "Naruto", por causa do cenário, ele não incorporou elementos de ficção científica. Porque ficção científica é o seu gênero favorito, e ele quer uma chance de criar algo desse tipo.

Kishimoto continua dizendo que no passado houve um boom de mangás de ficção científica, mas agora há uma seca. No passado, havia um desejo por parte dos leitores, então, os mangás foram criados em resposta a isso, e agora ele precisa criar esse desejo para os leitores novamente. Então, ele teve que descobrir por que o gênero de ficção científica estagnou. Ele diz que acha que seu papel no gênero de ficção científica é deixar as crianças saberem que "a ficção científica é divertida". Ele menciona que ele ama "Ghost in the Shell", de Masamune Shirow, e "Battle Angel Alita", de Yukito Kishiro, mas acha que para os leitores que ainda estão na escola primária, o obstáculo para eles entrarem nesses mangás seria alto demais. Ele se preocupa muito com isso.

Kishimoto segue elaborando, falando sobre como o gênero de ficção científica o inspirou. Ele menciona ter gostado de "Mobile Suit Gundam" quando criança pelos dispositivos e lutas de robôs entre Zakus e Gundams, mas à medida que ficou mais velho, ele percebeu que os robôs eram apenas um gancho para atrair o leitor e a história era na verdade sobre a realidade da guerra. Da mesma forma, a série de filmes "O Exterminador do Futuro" feita em Hollywood, embora tenha tecnologia e ação excitante, também retrata temas contemporâneos como Inteligência Artificial e a ameaça da guerra nuclear. Recentemente, ele achou os filmes Distrito 9 e Elysium de Neil Blomkamp muito interessantes, com a representação da polarização entre os ricos e os pobres refletindo exatamente o que está acontecendo em nossa sociedade hoje.

Kishimoto continua dizendo que, quando se fala de realidade, há temas que são difíceis de aceitar quando são expressos diretamente, então, eles são expressos através de uma história ambientada em um mundo distante, assim você poderá entendê-lo metaforicamente. Mais com este título, mais do que "Naruto", ele acredita que ele pode traçar paralelos com problemas reais e dificuldades com as quais as pessoas estão lidando nos dias atuais. Ele acha que só a ficção científica pode expressar os tempos modernos da maneira que ele quer.

Kishimoto continua dizendo que quanto mais você puder tornar esses conceitos compreensíveis para as crianças, mais conscientes os homens e mulheres do futuro se tornarão. Ele menciona que no filme "Avatar" de James Cameron, conectá-los à floresta com suas tranças era uma metáfora tão óbvia para se conectar à internet que poderia ser compreendida por qualquer pessoa, e ele quer fazer esse tipo de coisa com essa nova série.

Pensamentos finais de Kishimoto

Uma pergunta final foi feita: "Você disse que quando "Naruto" começou, você só tinha a história dos primeiros oito capítulos planejados, e no final, acabaram sendo 700 capítulos. E quanto a "Samurai 8: O Conto de Hachimaru?"

Kishimoto responde: "Desta vez, decidimos do começo ao fim. O início foi inspirado em "Nanso Satomi Hakkenden", então, o processo de reunir oito pessoas, incluindo o mestre, esse será o esboço. Haverá oito pessoas, e para abrir a caixa, eles precisam de sete chaves E... o que há nessa caixa? Com ​​tudo depende do momento final, com isso como foco, eu planejo cuidadosamente desenhar cada capítulo. Não levará 15 anos, como com Naruto, os artistas de mangá morrem jovens, certo? Bem, eu quero me divertir na minha velhice (risos)."

"Talvez esta série possa desencadear outro boom de ficção científica no Japão. Mas antes disso, eu tenho que ganhar o apoio dos leitores da Jump, e gostaria de informá-los que estarei trabalhando para melhorar o primeiro capítulo até o último minuto, então, por favor, fiquem no aguardo."

domingo, 5 de maio de 2019

Samurai 8: Hachimaruden - Confira Algumas Imagens

Fonte: natalie.mu e yomiuri


O website natalie.mu publicou um artigo sobre o mangá "Samurai 8: Hachimaruden", a nova obra de Masashi Kishimoto (arte) em conjunto com Akira Ōkubo (roteiro). A obra terá sua estreia em 13 de Maio de 2019, na edição #24 da revista Weekly Shonen Jump (imagem acima).

O texto apresenta o protagonista da história, Hachimaru, que não pode viver sem o seu dispositivo de suporte de vida. Hachimaru é um garoto frágil que nunca saiu de casa. A história se move quando um gato aparece na frente de Hachimaru, durante uma de suas partidas online. O menino sonha se tornar um samurai.

Confira algumas imagens do primeiro capítulo de "Samurai 8: Hachimaruden", que terá 72 páginas.